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Distorfobia | A distorção da Imagem Pessoal

9 de novembro de 2020

Texto | Taís Antunes Pinto

“Dismorfobia é a distorção da auto imagem. São pessoas que tem uma imagem distorcida de si mesmas. Esse problema geralmente está associado a algum outro transtorno psiquiátrico.

Na consultoria de imagem percebo que isso é muito comum e que a distorfobia está diretamente relacionada a auto estima e interfere negativamente na vida das pessoas.

Características como baixa auto estima, autocrítica destrutiva e até mesmo sentimentos de abandono podem desencadear o transtorno, que acomete principalmente em adolescentes e jovens entre 15 e 20 anos mas, também acontece em adultos.

A distorfobia pode ser caracterizada por uma obsessão com supostos defeitos corporais, pequenos ou imaginários, fazendo com que os indivíduos  pensem sobre sua imagem de maneira distorcida e negativa durante várias horas em um único dia. Normalmente são pessoas que buscam exageradamente por procedimentos estéticos e em situações extremas, podem levar o indivíduo ao isolamento social, evitando locais públicos e até mesmo sair de casa.

Vou exemplificar, algumas pessoas com baixa auto estima podem estar uns quilinhos acima do peso, porém se vêem de uma forma distorcida. Sua imagem no espelho é “imensa, gigantesca” então alimentam um desgosto estético, o simples ato de vestir-se todos os dias torna-se um martírio. A pessoa se sente feia, inferiorizada, não frequenta praias ou piscinas, foge de fotos, um convite para uma festa ou casamento vira o caos. É uma vida fugindo e arrumando desculpas para não sair de casa, ficando impossível alimentar qualquer sentimento bom em relação a imagem pessoal.Por outro lado pessoas abaixo do peso, sentem-se um esqueleto ou um cabide. Preferem não frequentar determinados lugares e fazem da TV, do celular seus fieis companheiros e assim assistem de camarote a vida “perfeita” das outras pessoas, principalmente em tempos de redes sociais.

É extremamente difícil diagnosticar esses doentes, as pessoas se sentem envergonhadas em admitir e ao invés de procurar um tratamento psicológico, procuram alternativas estéticas na esperança de resolver seus defeitos elaborados em suas mentes e muitas vezes acabam virando reféns de profissionais mal intencionados.

Em contrapartida, pessoas que se vêem muito perfeitas se tornam soberbas e insuportáveis. O senso de superioridade e a insuficiência do mundo a minha volta, também causa frustração. Pessoas que se sentem muito lindas e inalcansáveis sofrem com o afastamento de amigos e familiares. Colocar-se no centro do mundo e viver a ilusão da perfeição, é alimentar um mundo fantasioso que só existe na imaginação. É como viver num universo paralelo – sozinha e isolada.

Como tudo na vida, a vaidade em excesso ou a total falta dela é prejudicial, causam dor e sofrimento, porque criam uma imagem fantasiosa de uma perfeição estética inalcançável é um circulo vicioso de esperanças e frustrações.

Precisamos de uma vez por todas entender ser perfeito, é ter defeitos!”

 

Taís Antunes Pinto | Consultora de Imagem, Estilo e Comportamento | Bacharel em Gestão de Finanças, pós graduada em Gestão de Marketing pela Unipar. Formada em Fotografia, Consultoria de Imagem, Estilo e Negócios de Moda, idealizadora do Projeto Mulheres Extraordinárias. Uma trajetória com mais de 18 anos de carreira no setor financeiro e recursos humanos em renomadas instituições, Centro Harpa Educacional,  Moto Honda da Amazônia, Dalba Engenharia, Sebrae, Associação Comercial do Paraná e Câmara de Dirigentes Lojistas.

Fotografia | Daniela Roncato.

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