O chuchu talvez seja o ingrediente mais injustiçado da cozinha brasileira. Discreto, sem fazer alarde e quase sempre esquecido no fundo da geladeira, ele carrega a fama de ser sem graça. Mas será que o problema é mesmo o chuchu?

Grandes chefs já provaram que não. Nomes como Roberta Sudbrack e Rafa Costa e Silva transformaram esse humilde legume em protagonista de pratos sofisticados, mostrando que sua maior qualidade é justamente a versatilidade. O chuchu não quer roubar a cena; ele faz amizade com os temperos, absorve sabores e se adapta a diferentes preparos.
É curioso: chamamos quem amamos de “meu chuchu”, dizemos que algo é “bom pra chuchu”, mas, quando ele aparece no prato, muita gente torce o nariz. Uma incoerência gastronômica digna de estudo científico.

A verdade é que o chuchu merece uma segunda chance. Com um pouco de criatividade, ele pode virar salada, suflê, refogado, vinagrete e até surpreender em receitas refinadas. No fim das contas, talvez ele seja como muita gente boa por aí: não impressiona à primeira vista, mas revela seu valor quando conhecemos melhor.
Vida longa ao chuchu — humilde, versátil e bom pra chuchu!
Compartilho uma receita elaborada pela Chef Janete Lazaretti.
Higienizar o chuchu e manter a casca. Cortar o legume em fatias de + ou – 1 a 1,5 cm, assar com um fio de azeite e sal em forno médio, experimentar com o garfo. Quando estiver macio, retirar do forno. Após assado, ainda quente, rechear com caponata de berigela. Levar ao forno para aquecer. Servir imediatamente. Simples e fácil
Imagens | Reprodução. A fotografia da Bruchetta é arquivo pessoal, curso realizado no Senac, Francisco Beltrão.
