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Francisco Beltrão

    Francisco Beltrão

    Feira na Praça

    6 de setembro de 2018

    Fotografia | Leila Lindiana

    As feiras de rua,  são um atrativo, sejam feiras livres de verduras, frutas ou as de artesanato e antiguidades. Uma nova modalidade surgiu, e esta borbulhando nos grandes centros, as feiras gastronômicas de pequenos produtores. Por aqui, nossa realidade é diferente, temos feira 2 vezes por semana e em vários pontos da cidade, o local nos oferece pessoalidade no atendimento e produtos frescos. Assim, as nossas feiras são muito mais que um lugar para comprar produtos, são um lugar para conhecer e se entregar as experiências de amizade.Além do óbvio – a oportunidade de conhecer e comprar produtos diferentes, únicos, frescos – o que tem de mais atraente na feira é a possibilidade de conhecer e conversar diretamente com quem produz. E se tem uma coisa que eu descobri ser comum em todo mundo que expõe e vende seus produtos em feiras é a vontade de conversar, de mostrar seus produtos, de explicar o processo produtivo, o plantio, o cultivo, a manufatura. Basta você oferecer a chance à eles. Eu adoro essa parte, uma boa conversa, já presenciei várias cenas de amizade que se criaram ali; como é caso dos feirantes que já sabem o gosto do “freguês” e esse ao chegar próximo a barraca ter seu pedido pronto, antes mesmo de pedi-lo. Aqueles que são fies aos mesmos fornecedores a anos, fazendo com que o feirante já tenha sob reserva os produtos da semana ou ao ponto de sentirem a falta quando o consumidor falta ao dia de feira.Ao ser atendido, pelo produtor ou somente por quem comercializa, temos uma agradável surpresa, cada um tem uma história pessoal e uma personalidade única que adiciona sabor às suas ofertas, já deliciosas e que recebem um tempero extra. Prontos para compartilhar suas experiências e conhecimentos, eles garantem o ar de cidade de interior, de comunidade, de acolhimento. E, cá entre nós, de hospitalidade entendemos muito bem. O prazer e o orgulho em compartilhar é tão grande, que se você der corda e se interessar, em pouco tempo você não só recebeu uma aula sobre os produtos, mas também ouviu histórias do avô, do primo, da tia e do pai, ficou sabendo da existência de comunidades, pessoas e lendas das quais você nunca ouviu falar e, como acontece na maioria das vezes, conheceu também não somente histórias dos expositores, mas também de clientes, como você, que foram chegando, entrando na conversa e contribuindo com mais outras histórias e experiências. E assim, o papo rola deliciosamente pelas manhãs e tardes de feiras. As piadas também são permitidas e muito bem vindas por lá, o local oferece uma diversão ímpar, para nós clientes e para os expositores. É comum risadas, ser chamado pelo nome ou carinhosamente de “amigo/amiga” e, assim a alegria reina no local. É uma experiência enriquecedora e uma oportunidade de conhecer, conversar, ouvir histórias de pessoas que não fazem parte do nosso dia-a-dia ou do nosso círculo de amizades. Gente que vive diferente da gente, que pensa diferente, que tem valores e problemas diferentes dos nossos e dos que estamos acostumados a ouvir da família, dos amigos e dos colegas de trabalho. Estar aberto para essas novas ideias, opiniões, narrativas, pensamentos divergentes muitas vezes nos leva a olhar a vida e nossos problemas por outro ângulo, a descobrir novas perspectivas. É impressionante a sabedoria que existe por aí. É ótimo estar sempre aberto para isso e tirar proveito para aprender coisas novas.

    A feira é ponto de encontro e oferece comidas populares, de preparo rápido: pastel, tapioca, espetinhos, suco, caldo de cana, café e etc. Para quem como eu, gosta de um lanchinho gostoso e “rapidinho”, pesquisei entre alguns frequentadores da feira, indicações dos melhores preparos em algumas “categorias”.

    Pastel | Barraca da Lene: Massa crocante, recheio saboroso e farto. É conhecida, carinhosamente como a “Barraca das Mulheres dos Pastéis” já provei e e todos comentam que o pastel é o melhor da feira!

    Espetinhos e Churros | Barraca do Sr Roni: Eu frequento, aliás toda a minha família. Adoramos o espetinho de lá, carne deliciosa e macia, bem temperada e no ponto. O Churros me dou o prazer de só comer na feira, é minha sobremesa favorita, quentinho com o doce de leite na medida, a massa do churros é macia e muito saborosa. Experimente, vai agradar seu paladar.

    Caldo de Cana do Alemão | A bebida de puro sabor, extraída diretamente da cana traz benefícios a saúde com suas propriedades antioxidantes. Na Barraca do Alemão, é preparada e servida com muito cuidado, saborosa é a pedida para os dias quentes, quando é servida geladinha com ou sem limão.

    Salame do Sr “Laufer” (não lembro da escrita) | Para quem gosta do embutido de origem italiana, a minha dica é o salame do “Laufer”. Elaborado com carne e toucinho, sal, pimenta e condimentos tem um sabor marcante e um aroma muito palatável. O salame curado (mais seco) é excelente aperitivo, para ser degustado com pão ou polenta. Já o salame “fresco” eu indico para fazer molho de macarrão, risoto e “fortaia” (preparada com ovos).

    Todas as fotos foram tiradas pela Leila Lindiana, durante na Feira do Produtor, no Calçadão Central – Espaço Multiuso, aqui em Francisco Beltrão.

    A Feira funciona todas as quartas-feiras a partir das 07h até a tarde e aos sábados no período da manhã.
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