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Mulher Maravilha | O Filme

8 de abril de 2018

Gal Gadot

O filme lançado em 2017, é o longa de maior bilheteria já dirigido por uma mulher – Pat Jenkins. A atriz israelense -Gal Gadot – serviu por 2 anos no exército do país, protagonizou uma magnífica Mulher-Maravilha, numa aventura da heroína amazona. O roteiro é criativo, a direção eficiente e a história cativante, realmente prende nossa atenção. Em um universo dominado na maioria por personagens masculinos, o filme esta fazendo história e sendo louvado como um símbolo do movimento feminista.

O filme dá sinais claros de que a questão da participação das mulheres na liderança dos negócios e o empoderamento feminino são temas fundamentais do nosso tempo. Eu, Flaviana, confesso que não gosto da palavra empoderamento. Seu significado original em inglês: “empowerment” e sua versão em português não me agradam em nada, não me identifico. Carrega o significado de uma força externa concedida por outros. Não neh, não somos nós. Como escreveu lindamente Isabel Allende e cabe perfeitamente aqui: “Temos dentro de nós, uma reserva insuspeita de força que surge quando a vida nos põe à prova”.

Prefiro mais a qualidade que as criadoras da Fearless Girl nos atribuíram: “Que nós, mulheres tenhamos a confiança destemida das crianças”.

Obviamente, quem deve escolher como querem ser qualificadas são as próprias mulheres. A Mulher-Maravilha podemos afirmar que foi “empoderada”. Seus poderes são reais (na ficção, claro) e transferidos por seu pai, Zeus. No Olimpo, os poderes eram outorgados pelos deuses. Na terra presente, a potência é criada e concebida no relacionamento com pares, amigos e amores. Uma transferência horizontal de confiança e convicção. Isso é fato!

Eu, acredito piamente que o mundo é muito melhor com mais mulheres em posições de liderança, gostaria de vê-las, cada vez mais, destemidamente confiantes. Agregamos ao ambiente de trabalho tornando-os mais humanos, somos dotadas de sensibilidade e um forte sexto sentido, respeitamos nossos adversários e conseguimos apaziguar os ânimos e opiniões. A mensagem do filme é sonhadora mas, real ao universo feminino de “só a paz e a compreensão podem encerrar o conflito”, Jenkins – na direção – é elegante em sua condução, e tem em Gadot como o veículo perfeito para personificar essa harmonia. Finalizando, fica evidente no filme, o cuidado em desenvolver a personalidade de Steve Trevor (par romântico da Mulher Maravilha), espelhando o descompromisso habitual em outros filmes, quando este papel de segundo plano fica à cargo de uma mulher

No dia 8 de março, dia internacional da mulher, uma estátua de uma menina, em pose atrevida, foi inaugurada em Nova York bem em frente ao famoso charging bull, símbolo da bolsa americana e do capitalismo mundial, episódio surpreendente.

Nota | Mulher-Maravilha foi o filme de super-herói que mais lucrou no ano passado, segundo lista divulgada pelo site americano especializado Deadline. O longa estrelado pela israelense Gal Gadot arrecadou mais de 820 milhões de dólares em bilheteria pelo mundo e se saiu melhor do que títulos como Homem-Aranha: De Volta ao LarThor: Ragnarok e Guardiões da Galáxia Vol. 2.

De todos os lançamentos de 2017, Star Wars: Os Últimos Jedi fica no primeiro lugar da lista dos mais lucrativos e Mulher-Maravilha cai para a sexta posição, atrás de A Bela e a FeraMeu Malvado Favorito 3Jumanji: Bem-Vindo à Selva e It: A Coisa.

Imagem Reprodução | Não autoral

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