O Amor

Não sei se é ingenuidade, teimosia ou imaturidade, mas a verdade é que demoramos em perceber a beleza de um amor sadio. A beleza da tranquilidade, do abraço sincero e da paz. Do estar junto e se bastar com isso, somente os dois. De um relacionamento sem brigas, sem discussões desnecessárias, sem desconfianças e que faz a gente ter a certeza de que o outro sempre estará lá por nós. Uma certeza boa daquelas que faz a gente sentir que ganhou na  Mega-sena.

Demoramos muito para ver a beleza da transparência, da afinidade e de alguém que seja nosso porto seguro. Descarto o amor egoísta; cheios de “eu” e pouco de “nós”. Amores rasos de pessoas vazias que sugam o nosso melhor e tentam encher a si. Isso dói, machuca. A  gente, por ingenuidade ou por falta de vivência, acaba aceitando doar mesmo sem receber. Acaba aceitando se esvaziar e permanecer na mornidão de um amor onde doamos e não recebemos em troca.

Por que levamos tanto tempo para assumirmos que não aceitamos e não merecemos pouca coisa. Pouco abraço, pouco beijo, pouco afeto. É uma pena que tenhamos que nos ferir tanto, chegar ao nosso limite para contemplar e reconhecer a beleza de um amor maduro.Depois de muito tempo entendemos que viver chorando não é sinônimo de amar demais. Que insistir em ficar quando o outro quer partir é um ato contra nós. Por que precisamos nos despedaçar para nos conhecermos de fato? Por que precisamos aceitar tão pouco para vermos que aquilo não basta e não é amor. Depois de desmoronar a gente se recompõe. E é ai que entendemos a beleza da parceria, da cumplicidade e do amor. Aquele amor bonito que a gente não sofre por amar. Aquele amor vivido e sentido a dois. Ah, como é bom transbordar pelo sorriso esse amor! Como é saudável viver um amor sem medo, sem cobranças, sem jogos de desinteresse e sem insistência, o outro fica por que quer ficar, simples assim. Como é bonito a serenidade de um amor tranquilo.

Amor é reconhecer a beleza da paz. A beleza de um amor maduro e que não nos faça mal e que agregue. O amor torçe por nós tenha certeza disso. Levamos tempo para distinguir amor de apego. Amor de comodismo. Levamos tempo para reconhecer que rotina não é relacionamento e que estar junto não é necessariamente se relacionar. Depois de um tempo entendemos a beleza de que estar junto é estar junto, podemos fazer nada ou fazer tudo juntos. Entendemos que cumplicidade vai além de estar ao lado fisicamente e que mesmo depois de tanto tempo o amor só aumenta e jamais diminui e que não existe essa de “não ser mais novidade.”

Pode ser que você lendo esse texto não tenha vivido o amor ainda. Sabe, eu te entendo. Demoramos e aprendemos que é essa a beleza da vida: reconhecer e recomeçar.

Desejo que a vida te dê um amor verdadeiro e como você pedir a Deus!

Com carinho,

Flaviana

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