Palavresca

Que tal ser corajoso e viver a sua vida? 

28 de fevereiro de 2020

Por Franciele Schmitz | Psicóloga

Hoje a Fran escreve sobre CORAGEM, sim por vezes um salto para o desconhecido que nos faz crescer. Precisamos de mais coragem para viver e cuidar mais de nós mesmos. O texto é muito “gostoso” de ler. Que ele te encoraje para a vida! 

“Você já parou para pensar no que é ser vulnerável nos dias de hoje? Muitos autores escrevem sobre o tema. Alguns conceituam vulnerabilidade como a falta de acesso às estruturas de oportunidade oferecidas pelo mercado. Pode ser entendido também como um conjunto de atributos necessários para o aproveitamento da estrutura de oportunidades e a falta, como o impedimento de situações de bem-estar. No senso comum, vulnerabilidade é sinônimo de fraqueza, perda, fragilidade. 

No entanto, para Dra Brené Brown, pesquisadora e autora de dois dos livros mais vendidos do New York Times, vulnerabilidade pode ter outro significado. Vulnerabilidade é a exposição, é a disposição de se expressar de uma forma verdadeira, é correr riscos, é a CORAGEM de se expor mesmo sem conseguir controlar os resultados.  

Já a coragem tem origem no latim e significa agir com o coração, é basear suas atitudes no que se sente e não necessariamente no que é racionalmente correto. Assim, vulnerabilidade e coragem não são coisas contraditórias como aprendemos, mas complementares. Todo aquele que é corajoso e age com o coração, corre riscos e vive situações de vulnerabilidade. 

Cabe aqui um parênteses… muitas pessoas não se colocam em situações vulneráveis pelo medo do constrangimento, do julgamento do outro. E muitas julgam somente. Quando não se admite a vulnerabilidade, é mais fácil descontar no outro a sua dor. “É muito mais fácil causar do que sentir dor”, diz a Dra Brené 

Assim, a partir do momento em que se aceita a ideia de que todos somos vulneráveis, entendemos que a competição não é com o outro, mas com nós mesmos, não no sentido de ser perfeito, mas de buscar uma evolução constante enquanto ser humano. É preciso entender que neste mundo tecnológico que vivemos, o que nos diferencia é a capacidade de nos relacionarmos e seria covardia passar pela vida sem ter arriscado, sem ter amado, sem ter sentido frio na barriga. Ser vulnerável pode ser difícil, mas mais complicado é ter somente passado pela vida. Que tal ser corajoso e viver a sua vida?”

Franciele Schmitz | CRP 12/16481 | Psicóloga formada pela UFSC com experiência de mais de dez anos nas áreas de recrutamento e seleção, desenvolvimento humano e políticas públicas. Especialista em Gestão Empresarial com ênfase em Pessoas. Atua como gestora na área de cuidado de pessoas e palestrante de diversos temas que envolvem relações interpessoais e comportamento humano.

Trabalhou em empresas como BRF, Parati Alimentos e SENAC PR. Determinada, comprometida, comunicativa e com facilidade de relacionamento interpessoal. Gosta de desafios.

Enquanto psicóloga sua principal missão é estimular o desenvolvimento de pessoas que desejam ter uma relação melhor consigo mesmas, com suas escolhas e nas relações com os outros.

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